Há gestos que nos ensinam a abrandar.
Aquecer a água, escolher as folhas, acompanhar a infusão e esperar que os aromas se revelem. Preparar chá é um processo simples, mas que nos convida a estar presentes em cada etapa.
No Chi Kung, aprendemos a respeitar o ritmo do corpo, a acompanhar a respiração e a encontrar harmonia entre movimento e quietude. Não se trata de forçar, mas de escutar e permitir que cada coisa encontre o seu tempo.
Também no quotidiano, podemos levar connosco esta forma de estar. Nem tudo precisa de acontecer depressa. Há processos que pedem paciência, momentos que pedem atenção e experiências que só se revelam quando lhes damos espaço.
Da próxima vez que preparares chá, experimenta não antecipar o momento seguinte. Fica com o gesto que estás a realizar, observa, sente e deixa o tempo fazer parte do ritual.
Porque, por vezes, é no tempo que dedicamos às pequenas coisas que encontramos espaço para nós.

